Aprenda a usar o Git

No ambiente de produção das empresas de tecnologia a palavra chave é organização. Se tratando do desenvolvimento de sistemas/softwares, todos os dias os programadores são submetidos ao cumprimento de tarefas. A melhor otimização possível do tempo é um fator de extrema importância, uma vez que é estipulada uma data para a entrega do sistema ao cliente.

Nesse contexto, surgiram os Sistemas de Controle de Versão (Version Control System), que são programas projetados para gerenciar o desenvolvimento  de outros softwares, controlando as diferentes versões dos códigos-fontes e registrando as mudanças feitas ao longo do tempo. Os VCSs permitem a reversão de arquivos para um estado anterior, reverter um projeto inteiro para um estado anterior, comparar mudanças feitas ao decorrer do tempo, ver quem foi o último a modificar algo que pode estar causando problemas, quem introduziu um bug e quando, e muito mais. Usar um VCS normalmente significa que se você estragou algo ou perdeu arquivos, poderá facilmente reavê-los. Além disso, você pode controlar tudo sem maiores esforços.

Entre os VCSs mais comuns estão: CVS, SVN e Git, sendo estes as alternativas livres.

Atualmente, o Git é o mais utilizado no desenvolvimento de software livre. Git é um sistema de controle de versão distribuído, com ênfase em velocidade. O Git foi inicialmente projetado e desenvolvido por Linus Torvalds para o desenvolvimento do kernel do Linux; seus repositórios remotos, em sua maioria, estão hospedados no GitHub (site que possui funcionalidades de uma rede social como feeds, followers, wiki e um gráfico que mostra como os desenvolvedores trabalham as versões de seus repositórios). O Git foi primariamente desenvolvido para o Linux, mas pode ser usados em outros sistemas operacionais como, por exemplo, o Windows.

 

git-logo-300x125 Aprenda a usar o Git

 

Os principais objetivos do Git são:

  • Velocidade
  • Design simples
  • Suporte robusto a desenvolvimento não linear (milhares de branches paralelos)
  • Totalmente distribuído
  • Capaz de lidar eficientemente com grandes projetos como o kernel do Linux (velocidade e volume de dados)

Repositório: Lugar dedicado ao armazenamento de códigos-fontes.

Forma de trabalho:

Segundo o próprio site do Git, a maioria dos VCS armazenam as informações como uma lista de mudanças por arquivo (um arquivo que vai escalando conforme mais informações são adicionadas). Em contrapartida, o Git não pensa ou armazena sua informação dessa forma. Ao invés disso, o Git considera que os dados são como um conjunto de snapshots (captura de algo em um determinado instante, como em uma foto) de um mini-sistema de arquivos. Cada vez que você salva ou consolida (commit) o estado do seu projeto no Git, é como se ele tirasse uma foto de todos os seus arquivos naquele momento e armazenasse uma referência para essa captura. Para ser eficiente, se nenhum arquivo foi alterado, a informação não é armazenada novamente – apenas um link para o arquivo idêntico anterior que já foi armazenado.

 

git-tratamento-de-dados Aprenda a usar o Git

 

Na minha opinião, a melhor característica do Git é que a maior parte de suas operações podem ser feitas localmente (sem depender da conexão com a internet), com o uso de recursos e arquivos locais para operar.

Alguns dos projetos que utilizam o Git: Android, Debian, Eclipse, Jquery, entre muitos outros.

Segundo Roger Dudler, em seu maravilhoso guia “Git – Guia prático e sem complicação!”, o fluxo de trabalho dos repositórios locais do Git é dividido três camadas:

Working Directory: Contém os arquivos que você vê no diretório naquele momento.

Index: Área temporária onde ficam os arquivos enviados pelo comando “git add nome_do_arquivo”.

Head: Área que aponta para o último commit feito com o comando “git commit”.

Basicamente para você confirmar uma mudança, você tem que dar o commit, senão as informações permanecerão no Index.

 

fluxo_de_trabalho Aprenda a usar o Git

 

O Git trabalha com a divisão de repositórios em branches (“ramos”), são utilizados para desenvolver funcionalidades isoladas umas das outras. O branch master é o branch “padrão” quando você cria um repositório. Use outros branches para desenvolver e mescle-os (merge) ao branch master após a conclusão.

 

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Primeiro passo: No link https://git-scm.com/ você deve baixar o Git para o seu sistema operacional.

Segundo passo: Abra a versão terminal do Git, ou abra a versão interface gráfica.

 

1 Aprenda a usar o Git

2 Aprenda a usar o Git

 

Criando um novo repositório:  Com o terminal aberto, navegue até uma pasta onde você deseja que seus códigos fiquem armazenados (de preferência uma pasta vazia). Obs: Para navegar pelo terminal utilize os comandos padrões do bash. Por exemplo: “cd” para mudar de pasta e “ls” para listar tudo que esse diretório contém. Uma vez que você estiver na pasta que quer, utilize o comando “git init” para indicar que essa pasta será um repositório. Ao digitar esse comando por padrão será criada uma pasta oculta chamada “.git”.  Obs: Por mais que você copie e cole arquivos nessa pasta (que agora é um repositório) eles não serão considerados como parte do seu projeto, pois você precisa adiciona-los explicitamente.

Adicionando arquivos ao projeto:  Para adicionar um arquivo que está no seu repositório ao Index utilize o comando “git add nome_do_arquivo” ou “git add *”, para adicionar todos os arquivos de uma vez.  Para confirmar as mudanças utilize o comando “git commit -m “comentário das alterações”, com isso o arquivo é enviado para o Head.

Se familiarizando com o GitHub: Lembram que eu falei que existia o repositório local e o repositório remoto? Pois bem, a maioria dos repositórios remotos ficam no GitHub… cadastrem-se nele!

A interface do GitHub é elegante e bastante amigável para o usuário.

Do lado esquerdo será apresentado o seu perfil e o número de pessoas que estão te seguindo e que você segue.

Em contributions será apresentado um gráfico que exibe o quanto você tem contribuído na rede social.

Em repositories será apresentado a lista dos seus repositórios (tanto feitos por você, quanto “clonados” pelo comando “fork”).

Há a possibilidade de você criar o repositório remoto e só então clona-lo para o seu computador, assim o repositório local e remoto estarão automaticamente “linkados”. Para fazer isso, clique em “New”.

 

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Quando terminar de criar o seu repositório remoto perceba que vai aparecer um monte de botões que terão funções extremamente úteis para você: Destaco o “Pull requests”, pois ele permite verificar quem está solicitando permissão para contribuir com o seu projeto.

 

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Enviando as alterações para o seu repositório remoto: Se você não clonou um repositório existente e quer conectar seu repositório local a um servidor remoto, você deve adicioná-lo com “git remote add origin servidor”. Exemplo: git remote add origin https://github.com/user/repo.git 

Para enviar suas alterações para o seu repositório remoto utilize o comando “git push origin master”, se você quer enviar para o branch Master (principal). Altere para “git push origin outro_branch”, se você quiser enviar para outro branch.

Para atualizar o seu repositório local com a versão mais recente do repositório remoto utilize o comando “git pull”.

Conclusão: 

Na minha opinião a organização é um fator fundamental para ser um bom programador, por isso o Git e outros VCSs são essenciais para quem sonha seguir na área da computação. Há ainda diversos outros comandos, extremamente úteis, que vocês podem utilizar no Git. Para mais informações, visitem o link http://rogerdudler.github.io/git-guide/index.pt_BR.html.

Fontes:

https://git-scm.com/book/pt-br/v1/Primeiros-passos

http://rogerdudler.github.io/git-guide/index.pt_BR.html. Esse

 

 

 

 

 

 

 

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Douglas Cândido

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